O ECA Digital abre uma nova fronteira de defesa da infância: o ambiente digital

Em março de 2026 a infância no Brasil ganhou mais uma ferramenta de defesa, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital, um marco que atualiza a proteção de crianças em um lugar que constitui um perigo real, o ambiente on-line.
A nova lei acerta ao retirar das famílias a total responsabilidade sobre a proteção das crianças e passar a responsabilizar as plataformas digitais, que precisam adotar medidas mais restritivas ao acesso e prevenção de riscos como assédio, ciberbullying e conteúdos nocivos.
Na escola assistimos diariamente os efeitos físicos e mentais da hiperexposição a telas em nossos alunos. Dificuldade de concentração, irritabilidade e sedentarismo são apenas alguns, já que a internet deixa crianças e jovens vulneráveis a discursos de radicalização, adultização ou desafios repletos de risco.

Acreditamos que o novo ECA acompanha as evoluções tecnológicas, ampliando a preservação da infância. A escola tem um papel fundamental nesse desafio, proporcionando uma educação digital que capacite nossos alunos a enfrentarem esse universo virtual. Trata-se de um compromisso que já foi estabelecido no GayLussac e é tratado no currículo com disciplinas específicas como P.S.H.E e Pensamento Computacional, que abordam os limites éticos e técnicos do uso do ambiente virtual.
Afinal, educar para o uso consciente da internet é formar cidadãos mais críticos, seguros e preparados para o mundo.
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